Ontem o motorista do uber me disse, durante o caminho, que sua mãe o subornava com serenatas de amor quando ele era criança.
E me lembrei que minha irmã guardava embalagens do bombom na sua agenda. Devia ser de alguém especial, até hoje não sei. O mistério parece mais interessante.
E do serenata de amor que enfim ganhei do meu primeiro namoradinho, quando chegou minha vez.
E daquele que esperei tanto, mas nunca recebi…
E me lembrei também do serenata de amor que dividi com meu atual namorado na saída do mercado na última semana.
E do quanto minha melhor amiga adorava comer um desses bombons quando estava de tpm.
Achei engenhoso a mãe do motorista usar o “recurso” para ludibriar o filho de fazer bagunças. Se para cada pirraça a minha me dessem um serenata, haja glicose!
E naquela conversa dentro do carro, quase me vi voltando no tempo, para um passado talvez mais romântico, com serenatas e sem cerimônia para amar. (Ou seria apenas uma idealização minha?)
E pensei por fim em quantas vezes um bombom, um simples chocolate ao leite, pode ser sinal de afeto tão grande e ao mesmo tempo tão fugaz.
(Assim como serenatas de amor, que não fazemos mais, mas que permanecem vivas em nossos corações melancólicos)

Seu texto também me lembrou das minhas histórias com embalagens de bombons coladas na agenda. Adorei!
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