Belinda e Dani se encontraram para um café da tarde em uma nova cafeteria recém-inaugurada. As amigas conversavam sobre um assunto muito pesado quando a atendente se aproximou para anotar os pedidos. — Dani, não aguento mais! Rodolfo fez de novo. — Não acredito! E você não fez nada? Deixa eu ver essa marca… Oh,Continuar lendo “Âncora Emocional”
Arquivos mensais:outubro 2024
Lição de amor
Vários amigos me disseram que eu precisava ter um gato. “São bichinhos super carinhosos”, “Vão te fazer muita companhia”, “Não dão trabalho nenhum”.Essa e outras mensagens de incentivo eram ditas a exaustão. E eu continuava reclamando de solidão, mas sem fazer nada para que isso mudasse.Até que um dia, depois de ficar uma semana deContinuar lendo “Lição de amor”
Microcrônicas de capital #8
Fui resgatar o cachorro da vala. Ele estava machucado e com medo, foi agressivo quando o peguei. Me mordeu, doeu. Mesmo quando percebeu que eu o tirava de lá ele rosnava: tinha uma pata quebrada e eu o machucava sem eu saber. Nunca sei quando minha boa intenção está tocando na ferida de alguém.
Querido amigo,
Com você, posso ser eu mesma, sem máscaras ou amarras. É como se, na sua presença, eu pudesse dançar nua sob a luz da lua, sem a obrigação de agradar, sem a necessidade de ter ou ser algo que não sou. Com você, eu simplesmente sou. Rimos juntos até a barriga doer, até faltar oContinuar lendo “Querido amigo,”
Com que maternidade você sonha?
O solo está contaminado. As águas estão contaminadas, os rios estão mortos. O ar está contaminado. Não há mais tempo. Você precisa dormir oito horas e, pela manhã, corre contra o tempo espremido entre despertar, cuidar da higiene, do café da manhã e do deslocamento para o trabalho. Lá, fica por nove horas e, exaustaContinuar lendo “Com que maternidade você sonha?”
O poeta triste
Carrega lágrimas contidasQue jorra em versosPequenas notas de uma lida tristeQue persiste, arrasta-seEscreve para colocar pra foraVomitar sua dorExpressar o amorOu a sua revoltaEsse poeta que insisteEm transformar vida em poemaQue canta em suas vozesSeu próprio arrebate existênciaQue coloca em outrosSeus próprios temoresQue é um eu tímidoMas que não se cala Poema do livro “MeuContinuar lendo “O poeta triste”
