Ela enfim comprou o tão sonhado vestido branco. Passou semanas envolvida em tecidos, rendas e modelagens. Um mais bonito que o outro. Mas não bastava ser belo, precisava ser perfeito.
Como seus sonhos.
Aqueles em que estava ao lado de seu príncipe encantando, celebrando a mais bela das uniões.
Aqueles em que enfim, depois de uma busca de anos, conseguiria concretizar o que é um dos maiores desejos humanos, o amor.
Ela, enfim, se casaria.
O que Ela não contava, triste sorte, triste sina, é que aquele sonho era dela. E quando chegou a hora, Ele teve um outro compromisso e precisou desmarcar.
Então Ela ficou sozinha, com seu vestido branco tão desejado na mão, seu coração no chão, e sua vida se desfazendo em águas turvas, fio por fio…
((Esse texto é de autoria da escritora e jornalista Carolina Pessôa. Mais informações no site http://www.carolinapessoa.com.br e no insta @carolinapessoa25))

Quantas de nós investem na reciprocidade de um sonho que, na verdade, é solitario? Parabéns pelo conto! Curto mas cirúrgico.
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Que potente, Carol!
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