Quando eu chego em casa todos os dias, há cerca de três meses, o primeiro som que escuto são patinhas serelepes do outro lado do portão.
E ele fica alvoroçado e late, se eu demoro a abrir a porta.
Ao entrar, começa a dar pulinhos de alegria, e logo corre para o quartinho ao lado da cozinha, como quem diz: Não vai dar a minha comida?
Às vezes fico na dúvida se ele me ama de verdade, ou se só está com fome mesmo (olha a mãe carente falando).
Brincadeiras à parte, assim tem sido minha rotina com o york Theo, que chegou há pouco tempo na minha vida e já sacudiu tudo. Desde então, preciso acordar mais cedo para passear com ele, limpar cocô e xixi, e dar água e ração. Além disso, sempre tem aqueles minutinhos sagrados de dar carinho e fazer brincadeiras. E, é claro, fotos e mais fotos, muitas delas compartilhadas nas redes sociais, quase que diariamente.
Fora as horas gastas na Shopee comprando presentinhos diversos ou no zap conversando com amigos e parentes, em busca de dicas para melhorar a vida do meu filhote. E presença confirmada no veterinário e pet shop.
Pensa que é fácil???
E é!!!
A vida de mãe pet é maravilhosa, não importa o tempo e o dinheiro gasto, preocupações, e até arranhões no braço.
Cuidar deste cachorrinho tem sido uma alegria inexplicável, uma diversão irresistível.
Theozinho foi anunciado em um perfil no Instagram de uma ong de animais. Logo que eu vi, pasmem, às quatro da manhã, me apaixonei de cara.
Na manhã seguinte me inscrevi na fila para adotá-lo e acreditem, concorri com mais de 40 participantes. A responsável pela adoção me disse que poderia ser mais gente, pois tiraram o anúncio rapidamente, já o número de inscrições foi muito grande, bem acima da expectativa.
E eu fui a escolhida, nesse verdadeiro vestibular pet! Muito melhor que prova para faculdade ou concurso público.
Nesse daí, o prêmio foi o cachorrinho mais meigo que já se viu. Brinca de tudo, adora passear, é carinhoso e bonzinho com todos. Tanto charme já está dando resultado: não tem ninguém nas proximidades do bairro que não adore o jovem dog.
Theo conquista a todos, e é dono do meu coração. Juntos estamos pegando cada vez mais afeto. Uma experiência linda e única.
E eu faço até o que muita gente não indica, coloco o bebê na cama e cubro com lençolzinho, tipo criança mesmo. Pensei até em fazer um aniversário canino. Será que é exagero?
Quando o adotei, nem estava procurando um bichinho. Mas ao vê-lo, foi amor à primeira vista.
E quem disse que não pode acontecer, entre gente e pet?
Por falar nisso, por aí circula muito animal de estimação melhor que ser humano né?
Mas isso já é papo para uma próxima crônica!
