Ando pelas estradas das cordilheiras,
buscando respostas
para perguntas não feitas.
Pensamentos incessantes,
às vezes intrusivos,
subindo e descendo
as estradas curvas que contornam as montanhas rochosas.
Questionamentos profundos
dessa minha mente caprichosa.
Qual a sanha que trouxe esses povos para os picos andinos?
Quais motivos os fizeram ficar?
O frio, o deserto, um imenso salar?
Poucos animais, pessoas sofridas
e lhamas queridas.
Muitos cachorros soltos nas ruas e na vida,
com donos e com liberdade,
andando e alegrando toda a cidade.
O simples e o essencial,
perto do céu.
Lembrando, a todos os momentos,
o quão pequenos e substituíveis somos
diante do universo.
Dias quentes,
noites geladas,
sorrisos sofridos
dessa gente de pele queimada.
Terra seca de água
e inundada de paz.
A pressa ausente dita os caminhos,
e amizades turísticas
provam que a paz é possível.
Misturados diante da beleza
da natureza,
agradecemos pela bênção de estarmos aqui,
visitando o paraíso.
Pegando emprestado
um pouco da cultura e da energia,
para levar no coração
um pouquinho da Bolívia.
