Literatura

Lembro que quando era jovem, ainda criança, sempre tive vontade de me comunicar. Uma coisa dentro de mim que me revirava por dentro. Queria expressar minhas ideias para o mundo e contribuir para ele. Queria me singularizar de alguma forma.

Era como se algo me comesse por dentro.

Comecei então a fazer teatro. E cresceu em mim o sonho de ser atriz. Uma vez escrevi assim: “Interpretar é como gerar”. Era isso que eu queria. Eu queria gerar algo.

Algo criativo e profundo.

Mas alguma coisa faltava. Porque no teatro, apesar de me expressar, não era algo meu, e sim, de outro. Que eu acrescentava características minhas, mas não era meu.

Comecei no jornalismo.

E era muito bom. É muito bom.

Mas ainda assim não sou eu. É uma pauta, uma ideia de terceiros, uma linha editorial.

Uma empresa.

Tempos depois, enfim, embarquei na literatura. Embarquei na literatura e me descobri.

E uni um pouco de tudo, meu lado atriz e jornalista. Meu lado escritora, meu lado aprendiz. Meu lado psicóloga. Meu lado filósofa.

E acima de tudo, o que eu sempre quis.

Sou artista!

Publicado por Carol Pessôa

Jornalista, escritora e atriz. Autora dos livros À Beira da Vida, Salto para o Desconhecido, Amor e outras Histórias: contos para aquecer o coração, A Cápsula e Meu Canto.

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