Dia 3 de outubro fiz uma cirurgia. Foi a primeira vez que passei por um procedimento como este. Tenho um problema de saúde delicado, que demanda cuidados, por isso fui submetida à operação.
Senti medo. Pedi a Deus por dias que desse tudo certo. Apesar de ser algo simples e rápido, como marinheira de primeira viagem fiquei bastante preocupada.
Depois disso, de trinta a quarenta dias de recuperação. Não posso pegar peso, fazer atividade física ou ficar muito tempo em pé. Precisei tirar uma licença do trabalho e descansar.
Durante este tempo, comecei a pensar a vida. E no quanto precisamos aprender a respeitar os limites do nosso corpo. É preciso saber esperar, aquietar, respirar.
Tenho vindo de uma rotina frenética nos últimos tempos. Com altos e baixos em vários setores da vida. E acredito, que mesmo com todo o nervosismo da cirurgia, tudo isso que aconteceu foi bom pra mim.
Em paralelo a isso, pouco antes da operação, mudei de casa e de bairro. Conheci uma nova pessoa, muito especial, que tem me acompanhado. Passei mais tempo com a minha mãe.
Aproveitei para ler. Ouvir música. Dormir. Desacelerar.
E agora, escrever.
Um tempo de paz, sinto me reencontrando aos poucos. Sendo generosa comigo mesma.
Aconselho a todos, mesmo em meio às dificuldades do dia a dia, tentarem experimentar algo semelhante. A vida às vezes é tão veloz, que mal temos condições de nos permitir nos afastarmos das obrigações e das lutas diárias.
E tudo isso muitas vezes retorna na forma de doenças diversas, físicas ou
psicológicas.
Pense mais em si mesmo. Se dê o amor que você merece.
