Adolescência

Ao longo dos anos a minha alegria foi se perdendo junto com a minha autoconfiança. Posso afirmar que tive uma verdadeira era de identidade, assumindo de tempos em tempos personalidades diversas que não se encaixavam no meu ideal de vida.

A morte da cada personagem – chamo assim as personalidades – me trazia mais angústias, mais tristezas e eu não conseguia reunir forças para criar uma nova personalidade e ter novamente a esperança de me encontrar.

É extremamente difícil viver sem entrar em acordo com o meu próprio corpo.
Esta não sou eu. Nunca quis ser assim. Como assumir um corpo que não combina com a minha personalidade?

A resposta que encontrei foi tentar de certa forma adaptar a personalidade a esse corpo e, com isso, me tornei mais infeliz ainda.

O que eu desejava infinita e verdadeiramente era adaptar o corpo às minhas personalidades, transformando-o em uma massa disforme, vulnerável e volúvel.

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