Naquele castelo do alto, naquela casa fria sem vida, vivia uma mulher seiva.
Seus galhos se espalhavam como gavinhas pelo castelo.
Apesar de alimentar a todos, ela mesma não se nutria.
Certo dia de sol aberto, pleno, expandiu-se para fora desse lugar frio.
Sob aquele sol poderoso, a mulher seiva se banhou. Alimentou-se a si mesma.
Olhou para o horizonte e descobriu que o castelo não era ela.
Ela era sua própria casa.
Publicado por Elaine Resende
Elaine Resende é arquiteta, doutora em engenharia civil e escritora. Contribui nos blogs Sabático Literário, Coletivo Escreviventes, Escritor Brasileiro e Mulherio das Letras Ceará. Autora dos livros A Professora da Lua e a Princesa Dourada e o Mandacaru Mágico, ficou em segundo lugar estadual no prêmio Talentos APCEF e participou de diversas antologias. Seu perfil no Instagram @cria.elaineresende traz resenhas de livros e filmes, alguns textos e pensamentos. No canal do YT @Lendodetudoumpouco discute literatura. É carioca e vive com o marido, dois filhos e seus cães Apolo e Byron.
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