Te olhava com cara de santa
e morria de vontade
de pular no teu colo,
arrancar sua blusa,
abrir suas calças
e beijar suas tatuagens.
Me ardia de desejo
e fingia que estava fria.
Estava longe,
estava na lua
fugindo.
Por que na verdade
queria ser sua.
Falava
mas não escutava.
Só ouvia o coração pulsando,
o sangue correndo,
o corpo esquentando
e uma voz clamando:
teu corpo junto ao meu.
Uma lembrança
e um beijo vermelho
da cor do pecado
que não cometi,
mas morri de vontade.
