Dia dos namorados

Eram 280 km. Pegou o primeiro ônibus com passagem disponível. Tinha apenas 12 horas disponíveis até o horário do trabalho, e levava 5h de trajeto cada perna para chegar na cidade dele.

Parecia insanidade. E talvez fosse um pouco.

Mas depois daquela mensagem em pleno 12 de junho, não havia outra atitude a ser tomada.

Quer namorar comigo?

Seu coração batia acelerado.

Era o tempo de ir, dizer sim, dar-lhe um beijo, e voltar para casa. Dormir? Talvez um pouco do ônibus. Que importância isso teria?

O despertador toca.

(Não era insanidade. Era sonho mesmo).

Publicado por Carol Pessôa

Jornalista, escritora e atriz. Autora dos livros À Beira da Vida, Salto para o Desconhecido, Amor e outras Histórias: contos para aquecer o coração, A Cápsula e Meu Canto.

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