Para você

Perguntei a você se poderia te escrever um texto.

Em outros tempos, escreveria e ponto.

Tenho estado mais tímida para essas coisas do coração.

Tenho tentado ser precavida, me proteger.

Mas é difícil, porque contraria minha essência ligeiramente perigosa.

Fiquei então gestando as palavras em meu ventre-poeta.

E senti medo do que poderia nascer.

Escrever sobre isso é um ato de coragem.

Porque sentir, é somente para os bravos.

E sinto-me uma tola às vezes.

Tivemos apenas um singelo primeiro encontro.

E sei que não está pronto para algo mais sério.

E não sou de fantasias sentimentais. Ou sou?

Me derramo em lágrimas, me derramo em versos, mas também sei ser dura.

Escutei uma música do Elton Jhon e pensei em você (I want love)

A man like me is dead in places… I can’t love, shot full of holes

Escutei uma música da Billie Ilish e me lembrei de você (Ocen Eyes)

I’m scared, I’ve never fallen from quite this high

Já fui melhor em minhas declarações

Vivo um momento difícil

Uma nuvem pesada passou em minha casa

Chove por aqui. E em Campos?

Queria estar no quentinho da sua cama.

Sem perder tempo com tantas besteiras.

Traumas, coisas pesadas.

Aquilo tudo que sabemos que importa, mas me pergunto.

Será que por uma noite não poderíamos esquecer?

Publicado por Carol Pessôa

Jornalista, escritora e atriz. Autora dos livros À Beira da Vida, Salto para o Desconhecido, Amor e outras Histórias: contos para aquecer o coração, A Cápsula e Meu Canto.

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