Se não fosse pela algazarra do fundo do ônibus, eu teria perdido a chance de te ver. De esquecer realmente o seu rosto, já que nem seu nome eu sei.
Me senti absurdamente feliz e com aquele sentimento de paixão à primeira, segunda e terceira vista.
Te vi e você me viu. Te procurei e seus olhos me acharam.
Eu quase sorri.
Achei que poderia ser demais.
Minha vontade era manter a sua expressão facial como meu calmante, como energético e como estimulante.
Pode ser loucura da minha cabeça, mas eu acho que nossos meio-sorrisos se encontraram. Pelo menos duas vezes.
Imagino como seja o tom da sua voz, mas devo me surpreender quando finalmente te ouvir.
Por enquanto, fico apenas com a foto mental e a expectativa de te ver de novo.
