Numa madrugada de quinta
Acordo suavemente
E me pergunto
Quantas horas faltam?
Para pedir demissão deste emprego
Mudar da cidade
Voltar para as aulas de teatro
Ousar tentar uma nova carreira
Ou finalmente ter um filho
Em uma madrugada fria
Me espanto
Com os rumos da vida
E os desencantos
Os sonhos que foram pra frente
E os que se tornaram pesadelos
Poderia ter sido diferente?
Ainda da tempo de mudar?
Neste madrugada, o sono não bate
E são tantas perguntas
Que explode o peito
Explode

quem nunca se revirou numa noite insone buscando respostas para uma crise existencial? Eu nem sei contar… rsrs
parabéns, poema lindo!
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Muito obrigada. Tão gratificante o retorno de um leitor!
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