Cuidado comigo. Porque eu não ando só. O bloco de notas do celular está aí para isso mesmo e cada gatilho eu transformo em ideia. Minha literatura é da revanche. Meu contragolpe é na forma de letras. Mexe comigo para você ver só. Te transformo em personagem e na digitação rápida do teclado você vai sofrer. De você vou rir, debochar, ironizar. sangrar. Aqui é meu reino, meu império, aqui quem manda sou eu. Entre uma frase e outra, darei gostosas gargalhadas. Porque é muito divertido poder dizer tudo sem censura. Você devia experimentar. Ah, mas você não pode, tadinho. Escrever é um dom, não é todo mundo que tem. Lamento. Acesso fechado para você. Sem saída. Você é meu prisioneiro, este aqui é seu labirinto e adivinhe quem é o Minotauro. O lado bom: você vai viver além do tempo, fixado neste texto. Suas ações serão conhecida por pelo menos uma dezena de pessoas. Meus leitores. Isso te assusta ou te consola? E quem sabe se viralizar? Tudo pode acontecer na internet. Sim, porque você vai para a web. E não adianta chamar os advogados. Seu nome eu vou mudar, mas se você ler, vai saber que é você, nesse seu papel ridículo e calhorda. Vou te expor com a sagacidade de quem sabe ler as pessoas como ninguém. Você, minha musa ou muso ao contrário. Todo errado. Que delícia é te pisotear e te ridicularizar nesta tela, simulacro do papel. Eu quero te ver sofrer, se sentir pequeno e inadequado. Quero gerar dor, tristeza, melancolia. MEDO. Quero te ver chorar e tremer, como eu tremi e chorei um dia. Esta é minha revanche!
Literatura da revanche
