Meu novo ano

Meu novo ano, pensei seria fácil

passar pano bento

lavar os pés dos teus prévios

O  que jurei no velho que se despede

e te recebe com fogos, esquece.

nem chegou a cair umbigo pois

dévio destino ocorreu-me

Lembra do mantra

do arrebento do mar Chuá … Chuá…?

Repeti-o até a língua cansar

e perder de velhos os dentes

O mar nada levou

para as sereias afundarem:

nem a mão que tampa minha boca

nem  a Tal dele transformou-se cinza

o sapato ainda é o mesmo

os calos também ainda me ardem

a caminho das praças de pires nas mãos

Meu novo ano, minhas macambúzias

insurreições não foram solitárias e até deixaram

pálidos muitos cínicos de cheios bolsos

cujos ócios muito rendem

Tombou o valo nas batalhas

me agouram tal mortalha de vivo

mas encontrei na palha do tempo

meu Novo Ano

o mapa do Tesouro de Sierra Madre

já gastei por conta, que a vida é sopro

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