A CIDADE QUE CHORA TAMBÉM SORRI

[CONTINUAÇÃO ….]

Parte 2 – O sol

Após tantos dias de chuva … ele surgiu

… para lembrar que nada permanece do mesmo jeito por muito tempo

Triunfante, poderoso, iluminado…o astro rei

Durou poucos dias, mas o suficiente …

para aquecer o corpo e alegrar o coração.

Foram dias bonitos…o sol surgia num tom amarelo dourado meio alaranjado

o céu azul, sem nuvens, um legítimo céu de brigadeiro, desejado por muitos 

pilotos;

daquele que se vê um horizonte longe…longe a perder de vista;

e se perder nos pensamentos;

às vezes surgiam nuvens branquinhas que brincavam de desenhar lembrando algodão doce;

à tarde um laranja para anunciar que era hora dele se despedir.

Ah… como eram belas aquelas tardes

com pôr do sol merecedor de Oscar de melhor fotografia e roteiro original

uma aquarela de laranja, rosa, amarelo, azul…pintavam aquele céu com esmero

fazendo esquecer os dias cinzas de outrora.

Chegou o dia do sol voltar a brilhar!

Veio para lembrar que “depois da tempestade vem a bonança”.

E que amanhã estará mais uma vez, eu sei!!!

Ele há de nascer!!!!

Era cedo…

lentamente se erguia por de traz do horizonte…parecia sorrir!!!

Os dias são alegres;

As manhãs são longas, as tardes prósperas e as noites aconchegantes!!!

Fico admirada … olhando para aquela beleza … me perdendo nas horas

quero aproveitar o máximo do momento…os pensamentos me atropelam…

  • correr, talvez pedalar e malhar também;
  • melhor ainda, pegar um sol, dar um mergulho, fazer belo passeio ao ar livre;
  • ou ler um pouco, passar na cafeteria, ouvir jazz;
  • organizar o lar, fazer o momento do desapego; e
  • ir à feira, fazer um prato novo.

Fico perdida com todas as opções, quero fazer tudo !!!! 

Busco o relógio, olho pra janela … e corro para sair

o tempo não para, o dia não espera por minhas escolhas

pensar demais me faz perder tempo, não quero perder tempo,  o tic tac do relógio me lembra que já se passaram minutos preciosos

simplesmente vou…porque há vida lá fora

sinto o movimento da rua:

  • vejo as pessoas sorrindo;
  • caminhando para aproveitar o sol;
  • algumas correm, outras pedalam;
  • os rapazes jogam bola;
  • as crianças brincam no parquinho;
  • um jovem ajuda um idoso atravessar a rua;
  • um motorista fecha o trânsito para ajudar a criança resgatar a bola fugitiva;
  • buzinas não tocam porque não é necessário.

Cada pessoa cumpre seu papel ninguém precisa lembrar o que precisa fazer.

Assisto a tudo como um filme colorido, em câmera acelerada

como se a vida se resumisse a uma fração de sessenta segundos;

aquela cena parecia um quadro em movimento do tempo presente. 

A cidade voltou a sorrir!!!!

Sorri…a prosperidade de sua gente;

o progresso moral;

as bênçãos da vida;

as curas da alma;

a caridade do ser humano;

a generosidade dos afortunados;

a solidariedade das pessoas;

o acolhimento da comunidade;

a beneficiência, o humanitarismo;

o perdão, o amor; e

o nascimento de seus habitantes;

Voltou a sorrir porque ainda há esperança!!!!

E qual será essa cidade? Qualquer uma, a minha, a sua ou aquela chamada Vida que passa seus dias de chuva, mas também possui seus os dias de sol. Aquela que por dias amanhece cinza, mas que numa bela manhã está um verdadeiro céu de brigadeiro! 

Crédito da Imagem:  Pexels.com

Os textos representam a visão das respectivas autoras e não expressam a opinião do Sabático Literário.”

Publicado por Karina Freitas

Nascida em Niterói/RJ, residente na Capital Federal, desbravadora do cerrado. Ama natureza, trilha, pedalar, filmes, música, conversar bastante (gêmeos, já entendeu) e vez em quando se perder dentre as letras e as palavras.

2 comentários em “A CIDADE QUE CHORA TAMBÉM SORRI

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